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Interior de Minas Gerais.
Uma mulher, grávida de oito meses, na porta da cozinha, olhava o tempo e procurava um jeito de começar uma prosa com o marido, que descansava numa rede:
― Ô bem? Cê cridita in Deus?
― Ora, si criditu… Craro!
― Intão, si é da vontadi de Deus, nesse crima seco danado e Ele queresse fazê chuvê dirrepente, chuvia?
― Uai, muié. Si é da vontadi de Deus, chuvia na mema hora….
― Si é da vontadi de Deus, o dia pudia virá noiti num minutim?
― Ora, si é da vontadi de Deus, virava sim…. pru que não?
― Si é da vontadi de Deus, seno nóis dois branquelo azedo desse jeito,
nosso fio pudia nascê pretim… Quasi azurzin… Qui nem cumpadi Totoin?
― Uai, sô… Si fosse da vontadi de Deus nosso fio nascê pritim, qui nem cumpadi Totoin, nascia… Mai qui ocê ia tomá uma surra de virá os zóio, arriá no chão e inté mijá pelas pernas… Cê ia… Ah! Si ia!
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Recebi de “Claudiß” em 2005 e de “Milani” em 2011
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